“Aprendiz de Assassino” de Robin Hobb

Sinopse:
O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.

Críticas da Imprensa:
“Hobb pertence ao panteão dos maiores escritores modernos de fantasia.”
The Times

Aprendiz de Assassino

A minha opinião:
Um dos melhores livros de fantasia que li. Se são fãs de As Crónicas do Regicida vão adorá-lo, é o mesmo gênero de fantasia. Tudo começa com um rapaz tal como em “O Nome do Vento”. Neste caso é um bastardo, filho do príncipe herdeiro, que é levado para a corte onde tem gente que o odeia só por ele ser um bastardo, mas tem outros que o ajudam e que o vão ensinar o melhor que podem. Personagens adoradas e outras desprezíveis numa grande jornada de aventura, que tem alegria, sofrimento, raiva, desilusões, surpresas e magia na dose certa. Tal como uma boa saga de fantasia deve possuir. Com um final que deixa mesmo o leitor curioso para o que virá a seguir.
Gostei bastante dos nomes que a autora atribui aos personagens principais, que estão relacionados com a sua personalidade e isso torna mais fácil imaginá-las.
Outra aspeto que me agrada bastante são as ilustrações das capas – têm tudo a ver com este gênero de literatura. A “Saga do Assassino” divide-se em cinco volumes.
Robin Hobb

Robin Hobb

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“Acácia – Ventos do Norte” de David Anthony Durham

Acácia – Ventos do Norte é o livro 1 de uma coleção de 6. Originalmente uma trilogia, a editora Saída de Emergência decidiu dividi-lo em 6 volumes.

capa Ventos do Norte
Gostei bastante do “Mundo Conhecido” criado por David Anthony Durham, ao contrário do que acontece na maioria dos livros de fantasia, este mundo conhecido é muito semelhante ao nosso, pelo menos não existem sinais de humanoides como orcs, trolls, trollocs, Myrddraal, whitewalkers, necromancers ou semelhantes. A única raça diferente são os numreks, que fisicamente são descritos como mais altos, mais fortes fisicamente e pele mais pálida que o resto dos humanos que habitam o Mundo Conhecido.

Mapa do Mundo Conhecido

Mundo Conhecido
Li muitas criticas a referir este livro como cliché, quase descrito como sendo uma imitação de “A Song of Ice and Fire”. Eu achei “Acácia” bastante diferente, por não ser um livro dominado pela magia, pelo menos não foi referido neste primeiro livro que alguma das personagens tivesse poderes especiais tal como acontece em “A Song of Ice and Fire” em que várias personagens principais possuem poderes especiais, como é o caso dos Targaryen e das crianças Stark.
Na capa está escrito: “Uma saga que combina a ambiguidade moral e a brutalidade da obra de George R R Martin”, depois de ter lido o livro cheguei à conclusão de que esta frase não é mais do que uma manobra de marketing. Apesar de a ambiguidade moral e a brutalidade terem uma presença forte em “Acácia”, esta obra é bastante diferente da de George R R Martin e quem gosta de “A Song Of Ice And Fire” poderá não gostar de “Acácia”.

Principais personagens de Acácia

ACACIA_Wallpaper_personagens
É um livro que se foca na política e intriga e não nas batalhas, o que poderá constituir uma leitura monótona para alguns. É um livro que apela muito à razão, durante a leitura de “Acácia” dei por mim a fazer várias comparações com o que se passa neste mundo. Li Acácia e pensei – “mas que mundo mais violento e desigual que é este Mundo Conhecido”, um império dominado pelo tráfico de droga e de crianças, nações em patamares muito diferentes de desenvolvimento e culturas pouco ou nada semelhantes e claro a eterna luta pelo poder que originam as guerras e uma organização que tem mais poder que todos os reis. Penso melhor e faço uma analogia com este mundo e infelizmente o que se passa em Acácia passou-se no passado e passa-se actualmente no nosso planeta Terra – tráfico de droga, crianças raptadas (mulheres e homens também), temos o caso que se fala nos últimos tempos: que crianças trabalham em minas no Congo e outros países africanos, para que os ocidentais e as suas crianças mimadas tenham smartphones e tablets ao menor preço possível, e claro as guerras que estão sempre a acontecer em algum canto deste globo multicultural em que enquanto uns vivem de abundância, deitam toneladas de alimentos ao lixo e queixam-se de crise muitos outros passam  fome e frio. A foto em baixo não é de Acácia, é deste mundo, decidi colocar neste post para alertar para esta triste realidade.

Crianças a trabalharem nas minas do Congo, uma realidade que não é exclusivamente Acaciana, infelizmente é deste planeta Terra. Reportagem em The Price of Precious, pela National Geographic.

Gostei bastante do livro, e fiquei empolgado a ler o resto da coleção, espero que David Anthony Durham não decepcione e que escreva mais sobre o Mundo Conhecido.

Comprar Acácia 1