“Acácia – Presságios de Inverno” de David Anthony Durham

Continuação da história dos descendentes de Leodan Akaran, que foram separados após a tomada de Acácia pelo povo do Mein (ver Acácia – Ventos do Norte), ficando os quatro irmãos a crescer em culturas diferentes. .

Presságios de Inverno

A descrição das diferentes culturas em que os irmãos Akaran crescem é uma das características que mais aprecio em Acácia e que distingue esta obra dos tradicionais livros de fantasia, . Geralmente na fantasia, o que existem são diferentes raças que vivem em locais diferentes e que não se querem misturar, em Acácia os povos são todos humanos, que vivem com diferentes filosofias que vão de encontro a uma adaptação ao ambiente geográfico.

Outra característica que aprecio é a política que continua neste volume a assumir uns dos principais destaques, mostrando basicamente dois ideais, um representa o ideal do povo e classe trabalhadora, que quer igualdade, justiça, acabar com o consumo de drogas, etc.. O outro a política de quem está no topo, que envolve interesses económicos, jogos de poder, estranhas alianças e negócios obscuros.

Com estas caracterizações David Anthony Durham estabelece um paralelismo muito forte com o mundo onde vivemos e com a nossa história, o que demarca Acácia dos restantes títulos de fantasia.

Este volume traz uma dose de maior emoção para o leitor, enquanto o primeiro volume consistiu na introdução do reino de Acácia, este traz-nos grandes batalhas e cenários muito mais ricos para a imaginação do leitor.

Em “Presságios de Inverno” assistimos ao inicio e fim de uma curta era. O próximo volume deverá ser o início de uma nova era, por isso estou a contar que seja mais como o primeiro, muito enredo politico e pouca ação, em que o reino de Acácia se encontrará em paz mas numa situação de grande guerra iminente.

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