“Shift” de Hugh Howey

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Considero Wool como um dos melhores livros de fantasia que já li, por isso foi com grande entusiasmo que comecei a ler “Shift” a história sobre como tudo começou.

Wool deixou várias questões por responder, que se dividem em dois grupos:

1 – Os dos acontecimentos passados. Como é que tudo isto terá começado? Porque é que a humanidade teve que se refugiar em silos subterrâneos?

2 – Os dos acontecimentos vindouros. Como os habitantes do silo irão reagir à descoberta de Juliette? Como é que Juliette irá resgatar os sobreviventes do Silo 17? Será o Silo 17 novamente colonizado?

Shift responde ao primeiro grupo de perguntas para além de descrever o que se passou no silo 17.

Estava bastante entusiasmado mas fiquei um bocado desiludido porque muitas das partes de Shift são tediosas. Não havia necessidade de se prolongar tanto, Hugh Howey deveria ter eliminado muitas partes e assim aumentar a velocidade da ação da narrativa para prender melhor o leitor. Dei muitas vezes por mim a divagar durante a leitura de Shift, o que não aconteceu em Wool e que geralmente acontece a muitos leitores quando a ação se torna monótona. Quando dava conta a minha cabeça estava a pensar noutras coisas e tinha que voltar atrás para perceber o ponto que tinha começado a divagar e geralmente chegava à conclusão que mais valia não ter relido pois não acrescentava nada de relevante à história.

Se em vez de 600 páginas tivesse 400 teria dado uma melhor avaliação a este Shift. Mesmo assim continua a ser uma boa obra da ficção científica da atualidade, apesar de muitas partes monótonas e de as personagens não serem tão carismáticas como as de Wool.

O próximo volume da saga é “Dust” onde as perguntas do 2º grupo irão ser respondidas.

Quando lancei este artigo nenhum dos livros saiu em Portugal.

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