É nisto que se reflete o espírito e valor da praxe…

Quase uma semana depois de ter sido noticiada mais uma praxe abusiva e de eu ter lançado o artigo “Estão a Educar “Chimpanzés”!?”, eis que surge uma notícia a divulgar que também se fazem praxes “sociais” com o intuito de se ser solidário.

Se dizem que a praxe é uma forma de integrarem os caloiros nas faculdades, então nada melhor do que englobar práticas que visam o trabalho em equipa para beneficiar uma comunidade ou a sociedade, como as que foram relatadas na notícia da TVI24 – pintar muros, apanhar batatas para o banco alimentar, recuperação de mobiliário urbano, tratar de flores e vegetação, entre outras. Aqui sim, residem bons valores, estimulam os caloiros a serem solidários, a aprenderem a trabalhar em equipa e a sentirem-se valorizados com a gratidão que receberão pelo trabalho prestado. Porque vai ser isto que vão esperar deles quando tiverem formados – que contribuam para um mundo melhor e se possível que deixem a sua marca.

praxes sociais

Pode ser que as notícias das praxes abusivas alertem as faculdades e as suas reitorias para que o conceito de “praxes sociais” passe a ser o conceito de praxe. Porque atualmente o conceito de praxe parece-me ser baseado no conceito fascista da subserviência, em que os mais novos têm que obedecer aos mais velhos e sujeitarem-se às humilhações que os mais velhos exigem para que estes sejam integrados na faculdade. Felizmente depois de tantos anos no conceito de subserviência parece que estão a acontecer pequenas mudanças. Um bem haja à Faculdade de Economia da Universidade Católica por ter sido pioneira em entregar o conceito social e de solidariedade nas praxes.

Leiam o artigo da TVI24

Anúncios