“O Povo das Crianças Divinas” por David Anthony Durham

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Este é o volume da série Acácia que finalmente ficamos a saber o que é que acontece às crianças da “Quota”, através da narrativa de Dariel que se encontra nas Outras Terras , assim como também Rialus Neptos, que dão a conhecer ao leitor que uma grande guerra se avizinha em que os Akaran não parecem estar preparados. Mas essa guerra ainda não acontece neste volume, será uma história para os outros dois volumes que faltam para terminar a saga.

Mena tem um papel pouco relevante neste volume, vive agora no palácio dos Akaran com a criatura alada que adotou quando andava na expedição para matar os monstros criados pela canção de Elenet.

Corinn continua envolta nas suas intrigas e a aperfeiçoar os seus jogos de poder, recorrendo a espiões, de modo a controlar o que se vai passando no reino para que não seja apanhada desprevenida. Vai-se revelando uma personagem cada vez mais diferente, adaptou-se muito bem a estar no poder e vai preparando o seu filho para que um dia este possa assumir o poder.

Neste volume ganha mais relevância uma personagem que tinha aparecido no livro anterior “Outras Terras” – Shen a filha de Aliver que vive no sul juntamente com aquele que era o melhor amigo de Aliver – Kelis.

A Liga dos Navios continua a fazer das suas para dominar tudo através da sua influência no Mundo Conhecido e nas outras Terras.

Considero este livro como uma boa base para a narrativa que aí vem, ele tem a capacidade de deixar o leitor curioso para dois acontecimentos que parecem iminentes. A guerra contra os povos das Outras Terras que parecem prontos a dizimar o Mundo Conhecido e a luta do trono que seria de Shen por direito, por esta ser a filha de Aliver, que era o Rei exilado depois da morte do seu pai Leodan Akaran.

A série Acácia mostrou-me que continua a ser uma das melhores séries de fantasia. Continua carregada com uma forte componente política em que é mostrado ao leitor que quando os interesses económicos se sobrepõem aos interesses do povo as consequências a sofrer poderão ser gravíssimas. É o que provavelmente iremos assistir nos próximos volumes.

O próximo volume lançado no dia 24 de Outubro de 2014 é “A União Sagrada” que diz respeito à primeira metade do terceiro volume original da trilogia Acácia – “Sacred Band”.

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“Outras Terras” por David Anthony Durham

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Os acontecimentos deste 3º volume começam 10 anos depois de “Presságios de Inverno” que terminou com a vitória dos Akaran sobre os Mein e a morte de Aliver.
A Rainha Corinn governa agora o mundo conhecido, intrigas, jogos de poder, estratégias e estratagemas são a base onde assenta a narrativa de Corinn que cedo percebe que o Mundo Conhecido não pode ser governado segundo os ideais de Aliver. Esta é a parte política da história.
Por outro lado temos a parte de aventura da história que é proporcionada aos leitores através de Mena e Dariel. Mena está numa expedição para eliminar seres monstruosos criados pelo uso da canção de Elenet. Dariel parte numa viagem para as Outras Terras.
O final da história dá-se com a chegada e o encontro de Dariel e a sua tripulação com o povo das Outras Terras. A história do reino Akaran prosseguirá no próximo volume: O Povo das Crianças Divinas”.
Para mim Acácia continua a mostrar-se como sendo uma das melhores sagas da fantasia épica, sobretudo devido a uma boa construção das personagens e uma melhor ainda construção do mundo. Muitas vezes vemos livros de fantasia que nem sequer possuem o tal essencial mapa e em Acácia esse pormenor foi bem aprimorado.

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“Acácia – Presságios de Inverno” de David Anthony Durham

Continuação da história dos descendentes de Leodan Akaran, que foram separados após a tomada de Acácia pelo povo do Mein (ver Acácia – Ventos do Norte), ficando os quatro irmãos a crescer em culturas diferentes. .

Presságios de Inverno

A descrição das diferentes culturas em que os irmãos Akaran crescem é uma das características que mais aprecio em Acácia e que distingue esta obra dos tradicionais livros de fantasia, . Geralmente na fantasia, o que existem são diferentes raças que vivem em locais diferentes e que não se querem misturar, em Acácia os povos são todos humanos, que vivem com diferentes filosofias que vão de encontro a uma adaptação ao ambiente geográfico.

Outra característica que aprecio é a política que continua neste volume a assumir uns dos principais destaques, mostrando basicamente dois ideais, um representa o ideal do povo e classe trabalhadora, que quer igualdade, justiça, acabar com o consumo de drogas, etc.. O outro a política de quem está no topo, que envolve interesses económicos, jogos de poder, estranhas alianças e negócios obscuros.

Com estas caracterizações David Anthony Durham estabelece um paralelismo muito forte com o mundo onde vivemos e com a nossa história, o que demarca Acácia dos restantes títulos de fantasia.

Este volume traz uma dose de maior emoção para o leitor, enquanto o primeiro volume consistiu na introdução do reino de Acácia, este traz-nos grandes batalhas e cenários muito mais ricos para a imaginação do leitor.

Em “Presságios de Inverno” assistimos ao inicio e fim de uma curta era. O próximo volume deverá ser o início de uma nova era, por isso estou a contar que seja mais como o primeiro, muito enredo politico e pouca ação, em que o reino de Acácia se encontrará em paz mas numa situação de grande guerra iminente.

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“Acácia – Ventos do Norte” de David Anthony Durham

Acácia – Ventos do Norte é o livro 1 de uma coleção de 6. Originalmente uma trilogia, a editora Saída de Emergência decidiu dividi-lo em 6 volumes.

capa Ventos do Norte
Gostei bastante do “Mundo Conhecido” criado por David Anthony Durham, ao contrário do que acontece na maioria dos livros de fantasia, este mundo conhecido é muito semelhante ao nosso, pelo menos não existem sinais de humanoides como orcs, trolls, trollocs, Myrddraal, whitewalkers, necromancers ou semelhantes. A única raça diferente são os numreks, que fisicamente são descritos como mais altos, mais fortes fisicamente e pele mais pálida que o resto dos humanos que habitam o Mundo Conhecido.

Mapa do Mundo Conhecido

Mundo Conhecido
Li muitas criticas a referir este livro como cliché, quase descrito como sendo uma imitação de “A Song of Ice and Fire”. Eu achei “Acácia” bastante diferente, por não ser um livro dominado pela magia, pelo menos não foi referido neste primeiro livro que alguma das personagens tivesse poderes especiais tal como acontece em “A Song of Ice and Fire” em que várias personagens principais possuem poderes especiais, como é o caso dos Targaryen e das crianças Stark.
Na capa está escrito: “Uma saga que combina a ambiguidade moral e a brutalidade da obra de George R R Martin”, depois de ter lido o livro cheguei à conclusão de que esta frase não é mais do que uma manobra de marketing. Apesar de a ambiguidade moral e a brutalidade terem uma presença forte em “Acácia”, esta obra é bastante diferente da de George R R Martin e quem gosta de “A Song Of Ice And Fire” poderá não gostar de “Acácia”.

Principais personagens de Acácia

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É um livro que se foca na política e intriga e não nas batalhas, o que poderá constituir uma leitura monótona para alguns. É um livro que apela muito à razão, durante a leitura de “Acácia” dei por mim a fazer várias comparações com o que se passa neste mundo. Li Acácia e pensei – “mas que mundo mais violento e desigual que é este Mundo Conhecido”, um império dominado pelo tráfico de droga e de crianças, nações em patamares muito diferentes de desenvolvimento e culturas pouco ou nada semelhantes e claro a eterna luta pelo poder que originam as guerras e uma organização que tem mais poder que todos os reis. Penso melhor e faço uma analogia com este mundo e infelizmente o que se passa em Acácia passou-se no passado e passa-se actualmente no nosso planeta Terra – tráfico de droga, crianças raptadas (mulheres e homens também), temos o caso que se fala nos últimos tempos: que crianças trabalham em minas no Congo e outros países africanos, para que os ocidentais e as suas crianças mimadas tenham smartphones e tablets ao menor preço possível, e claro as guerras que estão sempre a acontecer em algum canto deste globo multicultural em que enquanto uns vivem de abundância, deitam toneladas de alimentos ao lixo e queixam-se de crise muitos outros passam  fome e frio. A foto em baixo não é de Acácia, é deste mundo, decidi colocar neste post para alertar para esta triste realidade.

Crianças a trabalharem nas minas do Congo, uma realidade que não é exclusivamente Acaciana, infelizmente é deste planeta Terra. Reportagem em The Price of Precious, pela National Geographic.

Gostei bastante do livro, e fiquei empolgado a ler o resto da coleção, espero que David Anthony Durham não decepcione e que escreva mais sobre o Mundo Conhecido.

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