“O Projeto Rosie” de Graeme Simsion

Projeto Rosie

Uma comédia romântica que foi muito bem construída pelo seu autor – Graeme Simsion. Que teve sobretudo uma capacidade extraordinária de criar situações, na maior parte das vezes hilariantes, e imaginar cenários em consonância com essas situações.
O personagem principal é Don Tillman, é um geneticista muito metódico, que vive a vida quase de uma maneira robótica, com tudo devidamente organizado e numa rotina detalhadamente planeada. Ele parece ser um Asperger não diagnosticado, já que apresenta falta de emoções, não consegue sentir empatia e tem dificuldades em se socializar.
Aos 39 anos decide iniciar o seu “Wife Project” porque acha que devia arranjar uma companheira para viver. Para isso elabora um questionário com imensos requisitos e envia-o a possíveis candidatas.
O seu único amigo e colega de faculdade – Gene, para o ajudar neste projeto envia-lhe uma possível candidata ao “Wife Project” – Rosie de 29 anos (ao ler o livro descobre-se que este arranjo por parte de Gene tem mais história do que inicialmente parece). O encontro entre Don e Rosie irá fazer com que a vida de ambos fique virada de pernas para o ar. A partir daí é tudo situações hilariantes com algum drama pelo meio, num fio condutor muito bem traçado por Graeme Simsion.
Agora fico ansiosamente à espera de ver este par romântico a ganhar movimento e voz no grande ecrã. Já está confirmado que o papel de Rosie será interpretado por Jennifer Lawrence.
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“Numa Terra Estranha” de Jhumpa Lahiri

Numa terra estranha

Soube-me mesmo bem ler esta coleção de contos que narram a história de filhos de bengalis que rumaram para a América em busca de uma vida melhor. Estes filhos acabaram por se adaptar à cultura da América e de bengalis pouco têm. Isso leva a que os leitores ocidentais se identifiquem com os dramas e alegrias familiares que aqui são retratados.
Admirei a capacidade que Jhumpa Lahiri tem para captar e retratar a dinâmica da vida familiar, encenar os diálogos e de atribuir vivacidade às personagens. E são estas capacidades raras que conferem toda a beleza à obra.

Jhumpa Lahiri

Jhumpa Lahi

 

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“E As Montanhas Ecoaram” de Khaled Hosseini

coverDepois de ter lido a Kirkus review acerca deste livro que dizia que as várias histórias paralelas não se interligavam bem e que saltavam no tempo de uma maneira confusa e que este livro era inchado e pesado, ou seja, com histórias que poderiam ser suprimidas porque só servem para acrescentar páginas ao livro. Como geralmente as Kirkus reviews vão de encontro ao que eu também penso, comecei a pensar que se calhar não foi boa ideia ter comprado este livro baseado apenas no facto de que foi o vencedor do Goodreads Awards 2013 na categoria – Fiction.
Mas, assim que o comecei a ler senti-me logo agarrado pela escrita de Khaled Hosseini, que é sem dúvida um exímio contador de histórias. A multiplicidade de personagens principais é brutal assim como também é brutal a vida no Afeganistão.
Eu discordo completamente da critica da Kirkus e acho que Khaled Hosseini soube muito bem pegar em várias histórias e cosê-las numa só.
Deixo um alerta para os leitores mais sensíveis – existem muitas situações cruéis descritas neste livro e de verdadeiro terror – e infelizmente, assim é o mundo.

Sinopse:
1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família. A separação é particularmente devastadora para Abdullah, o irmão mais velho que cuidou de Pari desde a morte da mãe de ambos. Nenhum dos dois imaginava que aquela viagem até à capital iria instalar um vazio nas suas vidas que seria capaz de atravessar décadas e quilómetros e condicionar os seus destinos… Neste seu terceiro romance, Khaled Hosseini traz-nos uma belíssima e comovente saga familiar que reflete sobre como os laços que nos unem sobrevivem aos obstáculos que a vida nos impõe.

Críticas de imprensa:
«Extraordinário.»
People

«Excecional.»
Time

«Comovente.»
New York Times Book Review

«Espetacular.»
USA Today

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“Os Ficheiros Spellman” de Lisa Lutz

Pouco há a criticar nesta obra, resta-me apenas dizer que é uma história hilariante de uma família que possui uma empresa de investigações e que também tem como hobbie invadir a privacidade dos outros, incluindo a dos próprios familiares. E este ingrediente bem confeccionado foi o suficiente para criar uma obra quase obrigatória para se ter na estante de todos aqueles que gostam de histórias simples, divertidas e repleta de problemas familiares.
Elogio as personagens caricatas e muito bem construídas pelas quais o leitor sente uma extrema empatia, e cuja loucura continua por mais uns volumes.
Fico ansiosamente a aguardar a adaptação ao grande ecrã que deverá sair em 2015.

ficheiros spellman

Sinopse: Bem-vindo ao mundo da família Spellman. Eles são divertidos, muito unidos, calorosos e extremamente competentes e dedicados ao seu trabalho. Bom, talvez um bocadinho dedicados de mais… Donos de uma agência de investigação privada que emprega quase todos os membros da família, desenterrar os segredos das vidas alheias é a coisa mais natural no seu dia-a-dia. O pior é quando já não conseguem separar o trabalho da vida pessoal…Os Ficheiros Spellman é ao mesmo tempo uma comédia hilariante e enternecedora e um manual sobre como levar a família à loucura… tudo por amor.

Críticas da Imprensa:
  • «Uma estreia divertida e espirituosa, com humor e caos, descontraída e ligeira. Uma história fresca que aborda problemas reais de uma forma nada convencional.» | Kirkus
  • «Deslindar um caso pode ser muito complicado e até algo excêntrico quando toda uma família de detectives está envolvida, mas Lutz fá-lo com grande humor nesta estreia magnífica.» | Publisher’s Weekly

«Quando um livro destes cai no colo de um crítico literário, é como se fosse Natal. Posso ler? E ficar com o livro? E isto é o meu trabalho?…Lisa Lutz conseguiu uma coisa rara: um romance de estreia que não é apenas refrescante (tantos o são), mas também divertido. Divertido sem ser banal. Inteligente sem ser pretencioso.» | Bookreporter


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“O Cavaleiro da Armadura Enferrujada” de Robert Fisher

capaUma obra metafórica, divertida, que proporciona ao leitor belas imagens e que o fazem sobretudo refletir. É um livro pequeno em tamanho e grande em conteúdo. Aborda sobretudo três questões: 1 – o medo da solidão; 2 – o conhecimento do que nos rodeia e sobretudo de nós próprios; 3 – A coragem e determinação. E segundo esta pequena história, ao desafiar-se estas questões seremos levados ao amor pela vida e pelos outros.
Um livro divertido que vale a pena ler e reler.

No Youtube existe esta animação 2D que conta a história do Cavaleiro da Armadura Enferrujada. Está dividida em 4 partes.

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” O Jogo do Anjo” de Carlos Ruiz Zafón

jogodoanjo1O Jogo do Anjo é um livro cujo gênero é dificil de rotular, nele encontramos elementos de thriller, de fantasia e romance trágico. Tudo isto num cenário bastante negro da Barcelona dos anos 20.
A personagem principal é um jovem escritor – David Martin – que vive isolado numa grande mansão, cujo antigo dono desapareceu misteriosamente. Esta é a parte que nos remete para o thriller, em que David Martin resolve investigar o antigo proprietário e descobre factos que se relacionam para o seu atual editor – Andreas Corelli – que é uma personagem estranha e que possui poderes sobrenaturais, o que torna este livro num gênero de ficção fantástica. Andreas Corelli aborda David Martin dizendo que é um editor e que quer que lhe escreva um livro, cuja ideia será a de transcender um livro, pois o que Andreas Corelli quer, é construir uma nova religião.
Para além do thriller fantástico temos ainda a parte do romance trágico – o amor não correspondido de David Martin pela secretária do seu melhor amigo, que também está apaixonado pela sua secretária. E para dar alguma alegria à vida de David Martin temos Isabella com a sua personalidade cativante, rebelde e enérgica – a minha personagem favorita neste livro.

Este livro agradará a todos os amantes de livros, mas agradará ainda mais àqueles que aspiram a serem escritores, aqui poderão ter uma noção do quão difícil que é ser-se escritor, sobretudo quando esta é uma profissão. David Martin deixa um grande concelho – para escrever é preciso sentar e espremer o cérebro e não procrastinar que é sempre o grande mal de que um escritor padece.
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“A Luz Entre Oceanos” de M.L. Stedman

A Luz enttre Oceanos Uma narrativa emocionalmente arrebatadora tanto pelo suspense como pela trama. M.L. Stedman mostra ao leitor como o bem e o mal podem ser difíceis de distinguir e o paraíso e o inferno estão a um passo de distância. Gostei da mensagem embutida no livro de que é mais feliz aquele que sabe perdoar do que aquele que guarda ódios e rancores. Outro aspecto que me cativou imenso foi o facto de as personagens serem tão humanas, tão frágeis como na realidade somos, contrariando assim o excesso de heroísmo muito comum na ficção.

Vejam o vídeo de promoção oficial: Comprar a Luz Entre Oceanos

“Menina Rica, Menina Pobre” de Joanna Rees

Menina Rica Menina PobreA História de duas irmãs separadas à nascença, às quais são atribuídos dois destinos diferentes, a mais velha vai para um orfanato na Alemanha de Leste enquanto que a mais nova é entregue a um dos casais mais ricos dos EUA. Joanna Rees mostra-nos através deste romance melodramático que a felicidade não está dependente da riqueza, mas sim do amor e do apoio das pessoas com quem nos relacionamos. Thea – a menina rica, vê-se numa situação de infelicidade após ter sido afastada das pessoas que mais amava, enquanto que Romy – a menina pobre, consegue escapar de um sítio odioso e conseguir uma vida melhor, depois de ter conseguido conhecer as pessoas certas.
O livro explora temas como os abusos sexuais, a exploração humana e a corrupção. Sendo que muitas situações da história são algo fantasistas, típicas de novela.

Considero a escrita de Joanna Rees muito “pop”, fazendo alusões a músicas pop da época em que narrativa acontece e a marcas de designer conceituadas.
Aventurei-me por um gênero que não é muito a minha praia e ainda bem que o fiz, pois gostei muito deste livro – sem dúvida uma leitura recomendada para quase todos os tipos de leitores.comprar

“O Gosto Proibido do Gengibre” por Jamie Ford

pe-gengibre

Quando pensava que já tinha lido quase tudo sobre a 2ª Guerra Mundial dou com este livro a abordar a questão de uma maneira completamente diferente.

Nota: as imagens que se seguem poderão não fazer uma relação direta com o texto da critica, contudo, relacionam-se diretamente com os acontecimentos do livro.

Chegada japoneses camposJaponeses residentes nos EUA a dirigirem-se para um campo de internamento durante a 2ª Guerra Mundial. Acontecimento relevante em “O Gosto Proibido do Gengibre”

Esta história é sobre Henry – um chinês de 12 anos; e Keiko – uma japonesa também de 12 anos (mas uns meses mais velha), que foram nascidos e criados nos Estados Unidos, vitimas de xenofobia, bullying e separados devido à 2ª Grande Guerra. O pai de Henry um Chinês extremamente conservador e nacionalista que obriga o filho a usar um pin que diz “Eu Sou Chinês” não aceita a relação do filho com uma rapariga japonesa, pois chineses e japoneses há muito que são inimigos, vivem um conflito conhecido como guerra Sino-Japonesa que se dividiu em 2 eventos: 1ª guerra ocorreu entre 1894 e 1895, a segunda entre 1937 e 1945. Os pais de Keiko aceitam a relação porque se consideram mais americanos do que japoneses.

refeitórioRefeitório de Minidoka onde Henry trabalhava

A narrativa divide-se entre 2 tempos que se intercalam:

– De 1942 a 1945: em que Henry e Keiko se conhecem; logo de seguida ocorre a invasão dos japoneses a Pearl Harbor e como medida de segurança os Estados Unidos decidem enviar os japoneses para campos de concentração. Que são um conjunto de barracos cercados por arame farpado e soldados, criados para evitar fugas de informação dos Estados Unidos para o Japão (e é esta a parte relativa à 2ª Grande Guerra que eu nunca vi abordarem). Henry e Keiko vêm-se assim separados.

Vista Geral MinidokaVista geral do campo de Minidoka onde Keiko e a familia ficaram durante a 2ª Guerra Mundial

– 1986: Mostra-nos Henry com 56/57 anos pai de um filho.

Panama Hotel Tea House

Janela no Panama Hotel Tea House – mostra os objectos deixados pelos japoneses que foram levados para os campos de concentração.

Muita gente contesta um acontecimento deste ano porque Henry descreve o filho como sendo moderno, já que frequenta um grupo de suporte on-line e nessa altura a internet não estava disponível para os cidadãos comuns. Contudo a National Science Foundation Network criou uma rede entre várias universidades em que se podia discutir ideias científicas. Por isso não deixa de ser uma possibilidade.

Panama HotelHotel Panama em Seattle – sítio de referência nos acontecimentos desta história

“O Gosto Proibido do Gengibre” é uma história comovente sobre a amizade e o verdadeiro amor que vai agradar a adolescentes e adultos. Uma história muito bem delineada sobre dois adolescentes que foram forçosamente separados e que com o passar dos anos mantiveram a pessoa que amaram sempre presente nos seus corações.

Mapa dos campos de internamento dos japoneses residentes nos Estados Unidos

Dados MinidokaDados sobre Minidoka

“O Gosto Proibido do Gengibre” no Goodreadscomprar o gosto proibido

Comboio Nocturno para Lisboa

capa livro pt“Comboio Nocturno para Lisboa” é um livro ficcional de Pascal Mercier, um pseudónimo de Peter Bieri – escritor e filósofo suíço nascido em Berna 1944. Cuja narrativa se move ao ritmo de um comboio noturno de longo curso numa paisagem serena, bela e introspetiva.

A personagem principal é Raimund Gregorius, um professor de línguas antigas (Hebreu, Grego e Hebraico) que um dia tem um encontro acidental com uma mulher que ele nota ser estrangeira. Assim que ela menciona a sua língua – português, ele fica encantado com a sonoridade da palavra.

Citação : “O verdadeiro encenador da nossa vida é o acaso – um encenador cheio de crueldade, misericórdia e encanto cativante”

encontro mulher ptIsso leva-o a comprar um livro em português de um autor (fictício) chamado Amadeu de Prado, um médico português que viveu durante a ditadura de António de Oliveira Salazar.

Raimund Gregorius é um professor de 57 anos que leva uma vida rotineira e solitária, daquele tipo de vidas em que um dia é sempre igual ao outro. As palavras de Amadeu de Prado despoletam uma revolução existencial em Gregorius que decide de um dia para o outro largar tudo e partir de comboio para Lisboa, em busca de pormenores da vida de Amadeu de Prado.

Chegada a LisboaAssim que chega a Lisboa Gregorius encontra-se com amigos e familiares de Amadeu de Prado, através do livro de Amadeu essas pessoas tornam-se suas confidentes e amigas levando-o assim a conhecer melhor os pensamentos e questões de Amadeu de Prado.

E é no livro ficticio de Amadeu de Prado que se encontram as grandes questões filosóficas, como:

– A perceção que nós temos de nós e a perceção que outros têm de nós.

Citação:I put myself into his look, reproduced it in me, and from that perspective absorbed my reflection. The way I looked and appeared – I thought – I had never been that way for a single minute in my life. Not at school, not at university, not in my practice. Is it the same with others: that they don’t recognize themselves from the outside? That the reflection seems like a stage set full of crass distortion? That, with fear, they note a gap between the perception others have of them and the way they experience themselves? That the familiarity of inside and the familiarity of outside can be so far apart that they can hardly be considered familiarity with the same thing?”

Citação:Nós homens, que sabemos uns dos outros?”

Citação:The stories others tell about you and the stories you tell about yourself: which come closer to the truth?”

Citação: “To understand yourself: is that a discovery or a creation?“

– A solidão.

Citação:What is it that we call loneliness? he said. It can’t simply be the absence of others. You can be alone and not lonely, and you can be among people and yet be lonely. So what is it?”

Citação:Solidão por proscrição, loneliness through ostracism, that was what had preoccupied Prado at the end. That we need the respect and affection of others and that that makes us dependent on them.”

Citação: “Is it so that everything we do is done out of fear of loneliness? Is that why we renounce all the things we will regret at the end of life? Is that why we so seldom say what we think? Why else do we hold on to all these broken marriages, false friendships, boring birthday parties?”

Xadrez– A religião.

Citação:I love people who pray. I need the sight of them. I need it to withstand the superficial and the thoughtless.”

Citação: “There are things that are too big for us humans: pain, loneliness and death, but also beauty, sublimity and happiness. For them we created religion. What happens when we lose it? Those things are still too big for us. What is left for us is the poetry of the individual life. Is it strong enough to bear us?”

padre Bartolomeu– A liberdade.

Citação:When dictatorship is a fact, revolution is a dut”

– As escolhas.

Citação:The further one goes, the more complicated it becomes. ‘They got married because they fell in love and wanted to share their life’; ‘she stole because she needed money’; ‘he lied because he didn’t want to hurt someone’: what ridiculous stories! We are stratified creatures, full of abysses, with souls of quicksilver, with minds whose colour and shape change as in a kaleidoscope that is constantly shaken.”

Citação:Amadeu de Prado was a much loved, even esteemed doctor. Until he saved the life of Rui Luís Mendes, a member of the secret police, the one called The Butcher. That was in the mid-sixties, shortly after I turned fifty. After that, people avoided him. That broke his heart. From then on, he worked for the Resistance, but nobody knew it; as if he wanted to atone for rescuing Mendes.”

– A justiça.

Citação:Why, for God’s sake, had he thought it was his duty to free this woman, with whom he really had nothing to do, from the frozen past and bring her back to real life? Why had he seen himself as destined to break open the seals of her mind? What had given him this ludicrous idea?”

Amadeu e pai– A linguística.

Citação: “They aren’t texts, Gregorius. What people say aren’t texts. They simply talk.”

Citação: “For not only do we reveal ourselves with our words, we also betray ourselves.”

Citação: “Fear and foreign language don’t go well together”

Lisboa– O amor.

The great, untouched love of his life, Mélodie had called her. It wouldn’t surprise me if he never even kissed her. But nobody, no woman, measured up to her. If there was anybody who knew all his secrets, it was Maria João. In a certain sense, she, only she, knew who he was.”

Amadeu e Melodie– Memento Mori – que significa – lembra-te que irás morrer.

Citação:Aneurysm. Every moment can be the last. Without the slightest premonition, in total ignorance, I will walk through an invisible wall, behind which is nothing, not even darkness. My next step can be the step through this wall. Isn’t it illogical to be afraid of it, knowing that I shall no longer experience this sudden extinction?”

Citação:It is death that gives the moment its beauty and its horror. Only through death is time a living time. Why does the Lord, the omniscient God, not know that? Why does He threaten us with an endlessness that must mean unbearable desolation?”

Citação:I held the haggard face in the morning sun and thought: they simply want more of the stuff of their life, no matter how light or heavy, sparse or lush this life may be. They don’t want it to end, even if they can no longer miss the absent life after the end – and know that.”

Citação:Life is not what we live; it is what we imagine we are living, said a note in Prado’s book.”

Citação:For that is the meaning of a farewell in the full, important sense of the word: that the two people, before they part, come to an understanding of how they have seen and experienced each other.“

Morte AmadeuNa minha opinião é um livro que não agradará a qualquer tipo de leitor, a ação desenrola-se a um ritmo lento numa melodia serena e não é um livro que se leia de uma forma fluida. Eu, durante a leitura de “Comboio Nocturno Para Lisboa”, tive que parar por diversas vezes para refletir ou reler. Penso que é daquele tipo de livros de que não se gosta ou se gosta muito, eu gostei muito.

Como português tenho que agradecer o trabalho que Pascal Mercier fez sobre Lisboa, provavelmente não haverá autor português que tenha contribuído tanto para a divulgação de Lisboa como Pascal Mercier.

Mariana Eça e GregoriusMais citações de “Comboio Nocturno para Lisboa”:

Citação: “A imaginação, o nosso último santuário. Imagination is our last sanctuary, Amadeu used to say.”

Citação: “Once I read somewhere the sentence Friendships have their time and end. Not with us, I thought then, not with us.”

Citação: “…disappointment is not a hot, destroying poison, but rather a cool, calming balm that opens our eyes to the real contours of ourselves.”

Citação: “Prado had asked himself if the soul was a place of facts or whether the alleged facts were only the deceptive shadows of stories we tell ourselves, about others and about ourselves…”

Citação: “When we have understood that no matter how hard we try it’s a matter of pure luck whether we succeed or not;”

Citação: “The wishes of others: What do we do with them when they strike us?”

Citação: “Why did our parents, teachers and other instructors never talk to us about it? Why didn’t they tell something of this enormous significance? Not give us in this case any compass that could have helped us avoid wasting our soul on useless, self-destructive anger?”

Citação: “Nobody knows – we are told – what is in this sea, nor can it be explored, for there are many obstacles that confront the sailor: the profound darkness, the high waves, the frequent storms, the countless monsters that inhabit it, and the strong winds.”

Nota: as imagens apresentadas foram retiradas do filme comprar comboio nocturno